Outono na casa nova

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Já estamos no meio do outono por aqui, mas só agora a paisagem está bem característica da estação. Pelas ruas encontramos folhas amarelas, laranjas e vermelhas caídas no chão. O vento gelado bate no rosto pela manhã, mas com o Sol à tarde ele até dá uma leve esquentada. Assim que o Sol se põe é impossível, pelo menos pra nós dois, ficarmos sem touca na cabeça e luvas nas mãos.

Dentro de casa as coisas estão mudando aos poucos. Nosso pijama não é mais leve e fresco como no verão, algumas plantas estão começando a mudar de tonalidade e todos os dias fazemos uma bagunça de casacos espalhados pelo quarto. Agora é quase impossível não desejarmos uma xícara de café assim que acordamos e pedirmos uma coberta quentinha enquanto assistimos nossas séries e animes favoritos.

A seguir vocês conferem alguns registros meus na nossa nova casa. São pequenos detalhes da rotina que gosto de apreciar e que trazem graça ao dia a dia.

Eduardo quietinho jogando e relaxando no sofá, meias fofas que a minha irmã esqueceu aqui, globo de neve que faz a gente lembrar que o Natal está chegando e vidro de café que está quase acabando. Essas são algumas das coisas que me trazem aconchego e paz.

E vocês, quais são as pequenas coisas da rotina que trazem aconchego?

5 coisas que aprendi esse ano

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Finalmente eu me sinto pronta pra olhar pra trás e não sentir algo que aperte o meu coração. Confesso que até o mês passado eu ainda não conseguia sentir a verdadeira gratidão e felicidade por cada coisa que aconteceu nesse último ano. Não é que eu não soubesse mais o que era reconhecer as coisas boas, mas toda vez que eu dava uma espiada pra trás eu virava pra frente bem rápido com medo de encarar o que já tinha passado e que no fundo não tinha deixado ir.

Chegou um momento que precisei enfrentar cada lembrança ruim e decidir se continuaria deixando elas me afetarem. Se eu não conseguisse superar de verdade estaria presa no passado até não sei quando. Então tomei coragem e enfrentei. O que mais me surpreendeu nesse processo é que preenchi as lacunas com sentimentos bons. Relembrei tudo com uma nova perspectiva e consegui deixar o aperto no coração ir embora. Pode ter demorado, mas foi importante respeitar o meu próprio tempo.

Resolvi compartilhar aqui algumas das coisas que mais aprendi nesse último ano e que vou carregar comigo todos os dias daqui pra frente.

 

Você é quem você realmente é

Por muito tempo achei que eu tinha mudado e que a maioria das coisas que gostava já não me agradavam mais. É verdade que a gente muda e amadurece, mas pensei que nunca voltasse a ser quem era antes. Reconectei com coisas que me deixavam feliz antes de passar por tantas mudanças. Resgatei sentimentos que estavam estagnados por meses e sonhos que tinham se perdido no meio de tantas decepções. Por mais que meu guarda-roupa tivesse ficado mais da metade branco voltei a preencher com camisetas pretas como antes. Acho que a gente vive de fases, mas sempre acaba sendo leal à nossa própria essência. Claro que sou muito mais confiante, determinada, independente e compreensiva do que antes, mas algumas coisas nunca mudam gostando ou não. Ainda bem que no meu caso fiquei contente com toda essa volta.

 

 

Certo e errado são muito relativos

Sempre fui muito orgulhosa e teimosa. Minha vida toda escolhi ver esses dois adjetivos como qualidades, mas descobri que não é tão simples assim. É ótimo defender valores, ideias e propósitos, mas às vezes é bom ouvir o que os outros têm a dizer. Todo mundo, que você conheça pessoalmente ou não, tem algo precioso pra ensinar. Fechar a mente em coisas tão rígidas acabam só prendendo a gente no mesmo ponto. Pra mim certo e errado sempre foram muito nítidos e por isso sempre defendi o certo e desprezei o errado. Mas depois de conhecer tantas pessoas com criações e estilos de vida tão diferentes percebi que nem tudo se resume a dois lados. Não dá pra dividir tudo em duas caixas, porque algumas coisas não se encaixam em nenhuma delas. Quer dizer, algumas coisas não se encaixam nas minhas caixas. Então aprendi que cada um tem uma variedade e quantidade diferente e a gente precisa respeitar isso.

 

 

Força de vontade é tudo

Antes de me mudar pro Japão eu já reclamava sobre como não teria tempo pra fazer tudo que queria. Antes mesmo de saber como seria a minha nova rotina eu já tinha me conformado com a ideia de que deixaria muitas coisas boas de lado. Sofri muito por antecedência sim. Depois que me mudei tentei não deixar essa ideia me desanimar e me esforcei ao máximo pra continuar fazendo o que me deixava feliz, como gravar vídeos e fotografar. Mas todos os dias existia um conflito que precisava enfrentar e em muitos acabei preferindo não lutar. Fiquei frustada e chorei no banheiro do trabalho tantas vezes que nem consigo me lembrar. A cobrança em mim mesma era tão grande que tive crises e ataques de ansiedade que refletiram no meu corpo. Mas uma parte de mim nunca pensou em desistir e de alguma forma eu sabia que as coisas melhorariam uma hora. Então depois de um tempo eu aceitei que nem tudo sairia do jeito que queria e que muitas vezes eu não me sentiria completa. E tudo bem, pensei. Aos poucos o otimismo foi voltando e comecei a recuperar o lado mais positivo de mim mesma. E as coisas melhoraram.

 

 

Ter apoio é fundamental

Acho que todo mundo tem algum amigo, familiar ou bicho de estimação que sempre vem na cabeça quando está triste. Por mais que eu sempre tenha buscado independência e ser forte por mim mesma parece que a vida testa essa força às vezes. Sempre quis pessoas que gosto do meu lado, mas eu sabia que nem sempre poderiam estar. Por isso tentei resolver os dramas e conflitos sozinha, só que muitas vezes isso não foi suficiente. Descobri que me abrir com as pessoas que querem me ver bem é libertador. Não preciso carregar todo o peso sozinha, é bom dividir ele com alguém às vezes. Sempre fui grata pela família que tinha, pelo pessoa com quem casei e por todos os amigos que fiz. Mas com essa mudança senti ainda mais a união, compreensão e amor. É aquilo que sempre falam sobre reconhecer algo quando perde, só que no meu caso não perdi, só me distanciei.

 

 

Hoje é o dia mais especial da sua vida

Aniversário, feriado prolongado, fim de semana, dia extra de folga e férias. Não, esses não são os dias mais especiais da sua vida. Hoje é o dia mais importante. É agora, nesse exato momento e em alguns minutos que você vai comemorar e viver de verdade. E isso não quer dizer que vai ser perfeito ou que vai fazer algo incrível. Quanto mais se vive pensando no fim de semana, na hora de ir embora do trabalho, nas férias de final de ano e no ano que vai se formar na faculdade menos se vive o presente. E daí vem a frase mais falada e ouvida na fase adulta sobre como o tempo está voando hoje em dia. Nesse último ano o que mais aprendi e pratiquei foi viver intensamente o presente. Essa vontade de querer estar ali por completo me fez sorrir muito mais, chorar muito mais, andar muito mais, enfim, sentir muito mais. O lado ruim é que sofri também muito mais, mas acho que o aprendizado veio mais rápido e firme exatamente por isso.

Talvez esse último aprendizado tenha sido o mais importante de todos. É algo que escolhi praticar e que me fez sentir tudo mais intenso. Por mais que algumas atitudes e ações tenham uma consequência não esperada aprendi que a gente não precisa ter medo da responsabilidade.

Estou virando uma página de um capítulo que terminei de ler agora, mas que li repetidas vezes pra absorver todos os detalhes que com certeza serão importantes para o próximo. Quero descobrir o título do próximo capítulo, mas vou tentar espiar devagar pra não me assustar…

Ou será que é melhor virar logo?

Onde paramos?

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Não me lembro da última vez em que cliquei no botão “adicionar um novo post” aqui no blog. Não me lembro também da última vez em que senti aquela satisfação de trabalho feito e coração acelerado por publicar algo novo e esperar pelo feedback do público. Sinceramente, a única coisa que me lembro é de logar várias vezes ao longo desse último ano e não saber o que escrever. Vezes essas que senti uma mistura de saudade, tristeza e um tipo de resistência. Eu não entendia exatamente o motivo de não conseguir e querer atualizar o blog, então deixei o tempo passar.

E passar e passar…

Querer explicar em palavras agora o que me levou a escrever este post é complicado. Cada motivo me leva a outro e no final não consigo encontrar a melhor resposta. Mas tudo bem. O importante é que hoje decidi tentar.

Já escrevi várias frases e apaguei repetidas vezes em trinta minutos que estou sentada na frente do notebook. Já dei risada de frases sem sentido que criei. Já bufei por digitar errado mais de cinco vezes a mesma palavra. Também já senti um arrependimento de ter começado a escrever o post, mas logo em seguida me arrependi por ter sentido esse arrependimento. Sabem o que é engraçado? É que há um ano atrás eu fazia e sentia essas mesmas coisas enquanto criava um post. Isso quer dizer que eu ainda consigo e posso escrever. A Victoria do blog Hey, carpe diem! ainda existe.

E perceber isso é muito bom.

 

 

 

Eu poderia escrever um post muito mais incrível, informativo e útil depois de ficar quase um ano sem escrever nada. Tentei, mas acho que meus dedos ainda estão travados, minha mente ainda está com as ideias confusas e meu senso de responsabilidade com este espaço ainda não voltou a ser claro como era. Então vou me permitir recomeçar aos poucos. Talvez assim eu reencontre o que existia antes e que perdi ao longo do caminho. E mesmo que isso não aconteça estarei aberta a algo novo e inesperado.

 

Então, onde paramos?

 

 

 

Moletom: Oasap – Jaqueta: Dazzlin – Saia: Oasap –Botas: loja japonesa – Mochila: Oasap

Aproveitei um dia que fui com o Eduardo pra Tóquio, no bairro Akihabara, pra fazer algumas fotos. Adoro o clima nas estações de metrô e trem da capital. É tudo muito corrido e movimentado, mas existem certos padrões e coisas que me confortam. Em alguns momentos o silêncio toma conta e consigo sentir uma paz inexplicável.

Como disse antes, vou começar a atualizar o blog aos poucos. Espero que vocês ainda passem por aqui às vezes e gostem do conteúdo que quero preparar com muito carinho.

Beijos e até o próximo post!

Em busca de uma praia em Kisarazu!

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img_6020cUma das perguntas que mais me fazem nas redes sociais é sobre onde estou morando no Japão. Antes que me perguntem também já vou falar que estou na cidade de Kisarazu que fica em Chiba. É uma cidade litorânea bem gostosa de morar e apesar de ser pequena tem muitas coisas legais para conhecer.

Eu, o Eduardo e alguns amigos decidimos conhecer uma praia que ouvimos falar e encontramos pesquisando na internet. O problema é que algumas pessoas falaram que a cidade não tem praia, mas como a nossa curiosidade foi maior decidimos procurar. Gravei um daily vlog desse dia, assistam:

Tirei fotos pelo caminho conforme fomos descobrindo lugares novos. Ah, como estava com saudade de fotografar! Nada melhor do que registrar momentos especiais.

img_6029cimg_6033cimg_6038cimg_6046cimg_6047cimg_6050cFiquei muito tempo sem atualizar o blog, eu sei. Mas sinceramente não tem como atualizar frequentemente por causa da minha rotina. Não vou prometer nada e muito menos falar sobre isso em todos os posts, mas o que posso dizer é que ele não vai morrer. Amo esse espaço, amo fotografar e amo escrever. Então espero que vocês também continuem por aqui! É isso, beijos.