5 coisas que aprendi esse ano

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Finalmente eu me sinto pronta pra olhar pra trás e não sentir algo que aperte o meu coração. Confesso que até o mês passado eu ainda não conseguia sentir a verdadeira gratidão e felicidade por cada coisa que aconteceu nesse último ano. Não é que eu não soubesse mais o que era reconhecer as coisas boas, mas toda vez que eu dava uma espiada pra trás eu virava pra frente bem rápido com medo de encarar o que já tinha passado e que no fundo não tinha deixado ir.

Chegou um momento que precisei enfrentar cada lembrança ruim e decidir se continuaria deixando elas me afetarem. Se eu não conseguisse superar de verdade estaria presa no passado até não sei quando. Então tomei coragem e enfrentei. O que mais me surpreendeu nesse processo é que preenchi as lacunas com sentimentos bons. Relembrei tudo com uma nova perspectiva e consegui deixar o aperto no coração ir embora. Pode ter demorado, mas foi importante respeitar o meu próprio tempo.

Resolvi compartilhar aqui algumas das coisas que mais aprendi nesse último ano e que vou carregar comigo todos os dias daqui pra frente.

 

Você é quem você realmente é

Por muito tempo achei que eu tinha mudado e que a maioria das coisas que gostava já não me agradavam mais. É verdade que a gente muda e amadurece, mas pensei que nunca voltasse a ser quem era antes. Reconectei com coisas que me deixavam feliz antes de passar por tantas mudanças. Resgatei sentimentos que estavam estagnados por meses e sonhos que tinham se perdido no meio de tantas decepções. Por mais que meu guarda-roupa tivesse ficado mais da metade branco voltei a preencher com camisetas pretas como antes. Acho que a gente vive de fases, mas sempre acaba sendo leal à nossa própria essência. Claro que sou muito mais confiante, determinada, independente e compreensiva do que antes, mas algumas coisas nunca mudam gostando ou não. Ainda bem que no meu caso fiquei contente com toda essa volta.

 

 

Certo e errado são muito relativos

Sempre fui muito orgulhosa e teimosa. Minha vida toda escolhi ver esses dois adjetivos como qualidades, mas descobri que não é tão simples assim. É ótimo defender valores, ideias e propósitos, mas às vezes é bom ouvir o que os outros têm a dizer. Todo mundo, que você conheça pessoalmente ou não, tem algo precioso pra ensinar. Fechar a mente em coisas tão rígidas acabam só prendendo a gente no mesmo ponto. Pra mim certo e errado sempre foram muito nítidos e por isso sempre defendi o certo e desprezei o errado. Mas depois de conhecer tantas pessoas com criações e estilos de vida tão diferentes percebi que nem tudo se resume a dois lados. Não dá pra dividir tudo em duas caixas, porque algumas coisas não se encaixam em nenhuma delas. Quer dizer, algumas coisas não se encaixam nas minhas caixas. Então aprendi que cada um tem uma variedade e quantidade diferente e a gente precisa respeitar isso.

 

 

Força de vontade é tudo

Antes de me mudar pro Japão eu já reclamava sobre como não teria tempo pra fazer tudo que queria. Antes mesmo de saber como seria a minha nova rotina eu já tinha me conformado com a ideia de que deixaria muitas coisas boas de lado. Sofri muito por antecedência sim. Depois que me mudei tentei não deixar essa ideia me desanimar e me esforcei ao máximo pra continuar fazendo o que me deixava feliz, como gravar vídeos e fotografar. Mas todos os dias existia um conflito que precisava enfrentar e em muitos acabei preferindo não lutar. Fiquei frustada e chorei no banheiro do trabalho tantas vezes que nem consigo me lembrar. A cobrança em mim mesma era tão grande que tive crises e ataques de ansiedade que refletiram no meu corpo. Mas uma parte de mim nunca pensou em desistir e de alguma forma eu sabia que as coisas melhorariam uma hora. Então depois de um tempo eu aceitei que nem tudo sairia do jeito que queria e que muitas vezes eu não me sentiria completa. E tudo bem, pensei. Aos poucos o otimismo foi voltando e comecei a recuperar o lado mais positivo de mim mesma. E as coisas melhoraram.

 

 

Ter apoio é fundamental

Acho que todo mundo tem algum amigo, familiar ou bicho de estimação que sempre vem na cabeça quando está triste. Por mais que eu sempre tenha buscado independência e ser forte por mim mesma parece que a vida testa essa força às vezes. Sempre quis pessoas que gosto do meu lado, mas eu sabia que nem sempre poderiam estar. Por isso tentei resolver os dramas e conflitos sozinha, só que muitas vezes isso não foi suficiente. Descobri que me abrir com as pessoas que querem me ver bem é libertador. Não preciso carregar todo o peso sozinha, é bom dividir ele com alguém às vezes. Sempre fui grata pela família que tinha, pelo pessoa com quem casei e por todos os amigos que fiz. Mas com essa mudança senti ainda mais a união, compreensão e amor. É aquilo que sempre falam sobre reconhecer algo quando perde, só que no meu caso não perdi, só me distanciei.

 

 

Hoje é o dia mais especial da sua vida

Aniversário, feriado prolongado, fim de semana, dia extra de folga e férias. Não, esses não são os dias mais especiais da sua vida. Hoje é o dia mais importante. É agora, nesse exato momento e em alguns minutos que você vai comemorar e viver de verdade. E isso não quer dizer que vai ser perfeito ou que vai fazer algo incrível. Quanto mais se vive pensando no fim de semana, na hora de ir embora do trabalho, nas férias de final de ano e no ano que vai se formar na faculdade menos se vive o presente. E daí vem a frase mais falada e ouvida na fase adulta sobre como o tempo está voando hoje em dia. Nesse último ano o que mais aprendi e pratiquei foi viver intensamente o presente. Essa vontade de querer estar ali por completo me fez sorrir muito mais, chorar muito mais, andar muito mais, enfim, sentir muito mais. O lado ruim é que sofri também muito mais, mas acho que o aprendizado veio mais rápido e firme exatamente por isso.

Talvez esse último aprendizado tenha sido o mais importante de todos. É algo que escolhi praticar e que me fez sentir tudo mais intenso. Por mais que algumas atitudes e ações tenham uma consequência não esperada aprendi que a gente não precisa ter medo da responsabilidade.

Estou virando uma página de um capítulo que terminei de ler agora, mas que li repetidas vezes pra absorver todos os detalhes que com certeza serão importantes para o próximo. Quero descobrir o título do próximo capítulo, mas vou tentar espiar devagar pra não me assustar…

Ou será que é melhor virar logo?

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